Três no Mundo

Três no Mundo
Sérgio, Jonas e Carol rumo ao Caribe e Europa

quarta-feira, 23 de março de 2011

De 22/03/2011 – Sint Maarten
Acordamos e, enquanto a Carol tratava da louça e colocava a mesa do café, fui com o Jonas no mercado e padaria. Desembarquei na praia e testamos nossas rodas do bote: ficaram excelentes!!! Após as compras, voltamos ao Travessura: como é bom comer baguetes e croissant's fresquinhos! Após o café, resolvi tentar fazer funcionar um equipamento de mergulho que comprei dos amigos do veleiro Velejando com Deus, que ainda não havia mexido por falta de tempo. É um compressor de superfície com motor elétrico 12 volts, excelente para barcos pois dispensa as recargas de cilindros. Ele tem dois coletes, permitindo que até duas pessoas mergulhem ao mesmo tempo. Quando comprei, me avisaram que faltava a bateria. Coloquei uma bateria reserva do barco para fazer o teste e funcionou perfeitamente. Só ficou faltando uma conexão para um dos coletes, mas é fácil encontrá-la por aqui, coisa simples e barata. Fui com a Carol comprar uma bateria definitiva para o equipamento e a achei na Electec. Encontramos o Koy no caminho e aproveitei para começar a pagar a minha dívida da compra do motor, comprando para ele alguns itens que ele precisava nas lojas de náutica. Aproveitei e o ensinei a usar os softwares de navegação, que eu havia instalado em seu notebook.
Voltamos ao barco depois de muito tempo e o Jonas, coitado, ficou bravo conosco (com razão!), pois queria velejar com o windsurf e teve que nos esperar. Fiz um gostoso almoço e isso já o deixou mais calmo (rsrsrs!!!).
Descansei um pouco, tomamos nosso banho e fomos para o Mema no final do dia. Num bate-papo gostoso com os amigos, sempre trocamos muitas informações importantes sobre lugares e travessias. Esses papos são muito proveitosos, além de muitíssimo divertidos, cheios de histórias engraçadas!
De 21/03/2011 – Sint Maarten
Acordei cedo e fui para Marigot com o Dorival, para mostrar-lhe a loja de usados. Vimos muitas coisas interessantes lá, mas não pudemos comprar, pois o responsável pela loja estava fazendo uma cirurgia. Retornei ao barco com baguetes e croissant's para nosso sempre reforçado café da manhã. Fui na Budget com a Carol para comprar parafusos para nossas rodinhas do bote, enquanto o Jonas velejava de wind. Na parte da tarde, fiz a instalação das rodinhas do bote e a instalação de softwares de navegação no notebook do Koy.
O Guga Buy e Mema voltaram de Anguila e fomos todos no final do dia para o happy hour no barzinho da marina Lagoon.
De 20/03/2011 – Sint Maarten
Acordamos bem cedo para mergulhar. Tomamos um café muito leve e às oito já estávamos todos prontos para sair. Passamos no Shipping e pegamos a Aurora. O Dorival e a Catarina acordaram gripados e não puderam ir conosco. O mergulho foi muito bonito, pois a água está com uns 10 metros de visibilidade e o naufrágio é raso. Vimos duas raias muito grandes assentadas ao lado do barco, três baiacus-arara muito grandes, vários peixes menores coloridos e, quando eu estava para descer na ponta do barco, uma grande barracuda, de uns sete ou oito quilos, apareceu. Ela passou tranquilamente, mas logo caiu fora quando fui na direção dela. Depois de uns 30 minutos nesse local, resolvemos tentar mergulhar nas pedras que ficam na ponta da baia de Simpson Bay. Lá estava mexido e a visibilidade não era tão boa. Vimos muitos peixes coloridos e a Aurora achou uma belíssima concha sem “moradores” e sem incrustações. Algumas lagostas dentro de uma toca completaram o mergulho.
Voltamos ao barco, tomamos um lanche reforçado e fomos ao Shipping, para ajudar a Aurora a levá-lo novamente para dentro do lagoon. No momento em que estávamos levantando a âncora, chegou o veleiro Fat Boy, outro barco de brasileiros. Indicamos um lugar para ancorarem e seguimos para dentro do lagoon com o Shipping. Após colocá-lo na vaga, fomos para a La Sucrière, onde acessamos internet e encontramos o Mário e a Paula do Pajé. Batemos um papo rápido e tivemos que sair, pois é domingo e eles fecham a padaria mais cedo. Na volta, paramos no Fat Boy, onde conhecemos o Nuno, a Patrícia e o pequeno Gabriel. Voltamos ao Travessura e o Jonas preparou seu material de windsurf para velejar. Fomos para a praia, onde fiquei curtindo o final da tarde com a Carol, enquanto o Jonas velejava. No Travessura fizemos uma bela macarronada para o almo-janta. Quando nos preparávamos para a aula de inglês, nos chamaram para passar no Fat Boy. Não pudemos resistir, mas combinamos voltar cedo e fazer a aula ainda hoje. Papeamos muito com o pessoal do Fat Boy e com o Dorival e Catarina do Luthier, que estavam por lá. Vimos muitas fotos dos lugares por onde onde o Fat Boy passou e pegamos muitas dicas dos lugares.
Na volta ao barco, mesmo com sono, ainda fizemos a aula de inglês!
De 19/03/2011 – Sint Maarten
Tomamos nosso café da manhã no barco e fui sozinho até a padoca, enquanto Jonas e Carol davam uma arrumada no barco. O Mema, Guga Buy e Shipping saíram da marina para passear um pouco e ver a maior lua dos últimos 20 anos no mar. Todos ancoraram ao nosso lado, juntando-se ao Travessura e Luthier (mudamos a “embaixada” para fora da marina!). O Guga Buy e o Mema resolveram ir para Antigua para conhecerem o lugar. Nós preferimos ficar, pois não estamos abastecidos e o barco está uma bagunça, pois tenho muitas coisas para guardar em seus lugares. O Jonas aproveitou para fazer algumas fotos dos veleiros dos amigos com os panos e velejando e depois foi andar de windsurf, quando achou o naufrágio que procuramos outro dia. Fica bem perto do Travessura, a uns 400 metros dele. A profundidade é de 3 a 5 metros, mas quando passamos em cima dele, deu a impressão que a rabeta do motor ia bater, de tão clara que a água estava. Fui mergulhar com a Carol nele e é muito bonito! A água está muito limpa e ele bem preservado.
Voltamos ao barco e, no final do dia, o Dorival e Catarina do Luthier e a Aurora do Shipping vieram ver a lua aparecer a bordo do Travessura. Beliscamos algumas guloseimas e bebericamos um rum caribenho, que o Dorival me trouxe de presente.
Fotos:
1 – Veleiros brasileiros na baia de Simpson Bay.
2 – Veleiro Mema se preparando para sair.
3 – Veleiro Mema velejando para Anguila.
4 – Veleiro Guga Buy velejando para Anguila.
5 – Guga Buy se afastando para Anguila.
Filme:
1 – Maior lua das últimas duas décadas nascendo sobre St. Maarten.



















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De 18/03/2011 – Sint Maarten
Fomos para perto de Philipsburg comprar algumas coisas. Precisávamos de umas caixas plásticas para guardar as peças do motor que desmontamos, uma ferramenta especial para sacar polias e, principalmente, novas grelhas para o fogão, pois não há jeito de mantê-lo limpo. Basta colocar uma panela em cima e caem vários pedaços de ferrugem da grelha antiga, que está se desfazendo. Dessa forma, posso deixar para comprar o fogão novo em outro lugar, achando um de tamanho mais apropriado. Achamos tudo que precisávamos e a grelha, com uma pequena adaptação no fogão, ficou muito boa.
Voltamos e encontramos com o pessoal dos barcos para a já tradicional happy hour da “embaixada brasileira” em St. Maarten.
Fotos:
1 – Lindo e grande veleiro negro em marina no lagoon.
2 – Pelicano dentro do lagoon.




sábado, 19 de março de 2011

De 17/03/2011 – Sint Maarten
Fomos para a Lagoon Marina com o dingue cedo. Deixei o Jonas e a Carol lá e fui com o Manoel, amigo do Daniel, desmontar o resto do motor, pois ele se ofereceu para me dar uma ajuda. Manoel está aqui no Caribe faz pouco tempo, pois veio ver um veleiro para comprar. Conseguiu um excelente negócio em um barco atropelado por um rebocador num furacão. Esse barco teve seu bico de proa destruído, uns 30 centímetros mais ou menos, e sua pintura danificada. Mas foi só isso! Manoel acaba de comprá-lo para reformá-lo e viajar nele com a esposa. Muito simpático, engraçado e prestativo, é outro dos brasileiros que está se tornando um bom amigo. Fomos para a marina onde está o motor e ficamos a manhã inteira desmontando bombas de diesel, bicos injetores, aquecedores de bicos, bomba de óleo, etc. (mais ele do que eu, que olhava e aprendia!). Depois de tudo desmontado, fomos até a lojinha de usados, para mostrá-la ao Manoel e onde comprei mais algumas coisinhas pequenas. Voltamos ao Lagoon Marina e comemos no restaurante japonês que gostamos, tomando sorvetes na Carrossel depois. Retornamos ao barco, onde comecei a organizar as peças desmontadas e tomamos banho. Fomos para o happy hour no Guga Buy, onde conversamos bastante, enquanto acessávamos a internet.
De 16/03/2011 – Sint Maarten
De manhã acabei de instalar softwares de navegação no notebook antigo: funcionou legal, pois os softwares instalados são leves. E a anteninha de GPS para computadores da Garmin que comprei, muito barata, é excelente, pois pega sinal rapidamente, mesmo dentro do barco. Para os navegadores, se interessar, ela é a Garmin GPS 18x USB.
Fomos para a marina encontrar o Koy, pois hoje começaremos a desmontar o motor. Na marina, re-encontramos o dingue mais estranho do mundo. Ele é um catamarã, veleja, tem uma targa com um grande painel solar e um motor elétrico. Estranho, mas ecologicamente correto! De lá, seguimos para a marina de manutenção em Marigot, onde o Koy nos apresentou à gerência e autorizou a desmontagem. Como estavam fechando para o almoço, fomos a uma lavanderia que tem um brechó náutico que o Koy recomendara, bem perto dali. Tomamos um refrigerante e ficamos curtindo o lugar, pois há muitas coisas legais para comprar (é uma tentação!!!). Consegui encontrar rodas para o dingue, que há tempos procuro e que não achei nas lojas especializadas. Vai ser mais fácil tirar o dingue da água agora.
Fomos para a marina e começamos a desmontagem: removi motor de arranque, bomba de água (posso trocá-la rapidamente agora, pois sempre terei uma pronta montada com rotor, sem precisar esperar secar a cola!), alternador e algumas mangueiras que podem ser necessárias.
Fizemos tudo o mais rápido possível e voltamos ao Travessura, pois precisava começar a preparar o jantar. Fiz um risoto de camarão e tomamos nosso banho. No final da tarde, entrou na ponte das cinco e meia um enorme e maravilhoso veleiro. Na foto, o veleiro da frente tem 82 pés. Dá para ter noção do tamanho do veleiro de trás?!!!
Na peixada vieram as tripulações do Mema, Guga Buy, Shipping e Travessura. O peixe estava divino!!! A caipirinha foi feita pela Aurora: caipirinha argentina em peixada brasileira! Como sempre, o papo foi muito divertido, principalmente as histórias da “night”, que os rapazes têm aproveitado bastante.













De 15/03/2011 – Sint Maarten
O Koy, um amigo nosso que mora em St. Maarten há 20 anos e está indo embora velejando, tem um motor igual ao nosso que quer vender antes de sair. O preço está excelente, menos do que paguei no motor de arranque novo que fomos obrigados a colocar no Travessura. Fui com o Koy ver o motor e o estado está excelente. Legal! Fechamos negócio e fiquei de remover todos os componentes do motor que me interessam, tendo sobressalentes de todas as peças importantes (e caras!) do meu motor Volvo Penta. Marcamos para começar a trabalhar no motor amanhã.
Na parte da tarde, pegamos todos nossos galões de água e fomos com o bote ao Guga Buy, que nos cedeu água para não precisarmos entrar na marina. Almoçamos com eles enquanto enchíamos os galões, aproveitando a hospitalidade dos amigos. De volta ao barco, instalei os softwares de navegação no netbook novo e, também, em nosso notebook velho que (pasmem!!!) ainda está funcionando! Ele é um equipamento PC Chips, que comprei em Ilhabela em setembro de 2005 e que já nos acompanhou na outra viagem. Vai ser muito útil, pois tem uma tela grande e poderá ficar na mesa de navegação em situações mais “críticas” sem problemas.
O happy hour no final do dia foi no Mema, que cada dia que passa está melhor, pois várias pessoas estão ajudando a arrumá-lo. O Dedé, da tripulação do Pilar Rossi, apareceu e nos trouxe um vermelho de mais de seis quilos como presente. Oba: vai ter peixada amanhã!!!
De 14/03/2011 – Sint Maarten
Fomos a um almoço no veleiro vizinho de um casal de canadenses. O nome do barco é Traversay, muito parecido com o nosso. O simpático casal, que deve estar na faixa dos 65 anos, adora viajar e já velejaram muito por aí, nos seis anos e meio que estão no mar. Já foram para a Polinésia, Chile, Antártica, Geórgia do Sul, Canal de Magalhães, Nova Zelândia, Austrália e muitos outros lugares. Outros dois casais de barcos vizinhos foram convidados e conhecemos melhor nossos vizinhos. O barco dos canadenses é fantástico: muito resistente, construído em aço, confortável e marinheiro. Sob a cama do casal, num nicho apropriado, a Mary Ann, que era professora de música, tem um teclado profissional e toca maravilhosamente bem. O Jonas levou o violão e curtimos o pós-almoço cantando e tocando músicas de cada região, inclusive o Brasil. Na parte da tarde, todos tinham coisas para fazer e se retiraram para trabalhar. Consegui fazer um filme de alguns pelicanos que ficam próximos ao Travessura e que sempre se assustam quando nos aproximamos. Eu fui com a Carol em várias lojas para achar um fogão, pois o nosso está desmontando todo. Procuramos bastante, mas não achamos um que sirva. Voltamos ao barco para tomar banho e pegar o Jonas e fomos para a marina para o happy hour, aproveitando jantar no Mema. A última coisa que temos por aqui é solidão!!!
Depois fomos ao Guga Buy, onde conhecemos o Dedé, tripulante do barco Pilar Rossi do Nelson Piquet, que está por aqui. Zanelinha me forneceu o programa NRoute, para usar a antena externa para computadores que comprei. Chegando no barco fui logo instalar o software e testar a antena: funcionou muito bem!!! Agora podemos ter vários sistemas de navegação completos para as próximas travessias. Como dizem, no mar, quem tem um, não tem nenhum!!!

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De 13/03/2011 – Sint Maarten
Oba, hoje é dia de feijoada, para matar saudades do Brasil! Acordei bem cedo e comecei a cozinhar o feijão. Um dos problemas de um veleiro pequeno é que não temos armários para levar panelas grandes. Dessa forma, peguei emprestada uma panela de pressão do Guga Buy e, com duas panelas de pressão, cozinhei o feijão num primeiro tempo e as carnes num segundo tempo. Ou seja, 4 panelas de pressão de feijão e carnes para um almoço para quase 20 pessoas! O duro foi juntar tudo e misturar, usando panelas que não comportavam a feijoada toda.
Quando falávamos no rádio, a Aurora do Shipping, argentina que está viajando em solitário, nos chamou. Ela estava no Guga Buy e chegou ontem à tarde em St. Maarten. É mais uma amiga que se une ao grupo!!!
Fomos para a marina lagoon antes das duas para os últimos detalhes e às três e meia já começávamos a comer. Uns trouxeram arroz, outros farofa, fatiamos laranjas e até a “couve-mineira” a Paula, do Pagé, improvisou com folhas que encontrou por aqui e ficou muito boa (não achamos couve aqui).
Vieram para a feijoada as tripulações do Mema, Guga Buy, Shipping, Pajé, Travessura (é claro!!! -rsrsrs), Luthier, e mais dois brasileiros que estão por aqui em barcos. Eram 17 pessoas ao todo, com o sotaque gaúcho predominando bastante, “tchê”!!! No grupo haviam dois chefes de cozinha de grandes barcos e todos gostaram muito da feijoada. Fiquei feliz e minhas “cobaias” todas sobreviveram (rsrsrs!!!). Já estou pronto para fazer uma feijoada aos amigos e parentes em Portugal! A sobremesa ficou por conta da Carrossel, para onde levamos os amigos, que adoraram o lugar e seus sorvetes.
Ainda vimos dois filmes brasileiros muito ruins à noite no barco, mas nem isso “arranhou” o dia gostoso que tivemos.

















De 12/03/2011 – Sint Maarten
Logo cedo, o Dorival e a Catarina nos chamaram no rádio para nos convidarem para ir à feira de usados em Marigot, que foi transferida do primeiro sábado do mês para o segundo, pois a Heineken Regatta caiu justamente no primeiro sábado. Fomos com o bote até o Guga Buy, que está na marina Lagoon, para nos encontrarmos lá. Esse caminho curto para terra com nosso botinho leva 15 minutos e é muito agradável. De lá saímos com dois botes, junto com o Zanella, atravessamos o lagoon e chegamos em Marigot. A feira tem bastante gente vendendo suas “tranqueiras” náuticas. Ela me decepcionou um pouco, pois vi muito “lixo” e algumas coisas novas com preços caros. Em suma, ninguém comprou nada.
De lá, voltamos para a marina e pegamos uma van até Philipsburg com os amigos. A primeira coisa que fizemos chegando lá foi procurar um restaurante para almoçar. Tentamos um perto da praia e do píer, para comer roti (precisamos tirar a má impressão do roti de Tobago). Escolhemos roti de camarão e estava muito bem feito (para nosso padrão de comparação com o outro que comemos). A massa era fina, o recheio gostoso e gostamos. Findo o almoço, passeamos pela cidade, vendo as muitas lojas de eletrônicos, sem deixar de passar na loja de chocolates belgas, que é uma tentação!!! Após algumas horas apenas vendo preços, pegamos a van para voltar e paramos com o Zanella no Cost U Less. Apresentamos esse ótimo local para compras ao amigo e aproveitamos para comprar carnes para a feijoada que pretendo fazer amanhã para a turma toda. Achamos joelho de porco salgado e defumado, bacon (só achamos em fatias), linguiça defumada e até costela defumada. Esta última já vem embalada com o molho barbecue, que vou ter que tirar, mas acho que não ficará com o gosto dele.
Voltamos à marina e ficamos batendo papo e tomando cerveja, com o pessoal do veleiro Mema junto, combinando a feijoada de amanhã. Antes de ir embora, ainda houve tempo para tomar um whiskie com o Zanella, batendo papo sobre baterias para barcos.














De 11/03/2011 – Sint Maarten
Acordei cedo e passei a manhã atualizando diários para enviar ao blog. Após o café da manhã e mais algumas tarefas no computador, descemos para terra, indo na Budget comprar um novo cabo de aço para prender bote (todos andam com os botes trancados por aqui e usam cabos de aço para prendê-los), pois o nosso está quase partindo. Seguimos depois para a padaria, para tomar um lanche e usar a internet. Puxei mais alguns softwares e fiquei contente que um filme que fizemos subiu bem para o blog e sem demorar muito.
Precisávamos comprar algumas coisas de mercado e fomos no Grand Marché com o bote. Gostei!!! Fácil de parar, pois tem doca de dingues e os queijos são bem mais baratos que o Green Garden, onde costumamos ir. Sem falar que ainda encontramos framboesas frescas, com as quais nos deliciamos!
Voltando ao barco, fizemos duas aulas de inglês e vimos um filme no computador (tentamos ver em inglês, mas não conseguimos ainda).

sexta-feira, 11 de março de 2011

De 10/03/2011 – Sint Maarten
O trabalho da manhã foi ir para a praia com o bote e lavá-lo, raspar seu fundo que está cheio de cracas e pintar o nome, pois a letras adesivas que coloquei quando saímos de Ilhabela já se foram faz tempo! Quando voltávamos ao Travessura, vimos um veleiro canadense com o nome de Traversay ao nosso lado! O casal dono do barco já havia visto os nomes parecidos e conversamos um pouco. Traversay é o nome de uma ilha, pelo que nos disseram. No começo da tarde apertamos um pouco o estai de popa do Travessura e depois fomos para a La Sucrière puxar outros softwares pela internet para o netbook novo.
Encontramo com o Marcelo, irmão do nosso amigo Polato, e sua esposa, que estão passeando em Sint Maarten, na sorveteria Carrossel. Batemos um bom papo, soubemos novidades do Brasil e ficamos de nos encontrar um outro dia.
Da sorveteria seguimos direto para o churrasco na frente do veleiro Mema, para o qual levamos um lombo à vinha d'alho, receita portuguesa. Estavam todos os gaúchos do Mema, Guga Buy e Bulimundu (o John, cidadão do mundo, também já é um gaúcho típico!) presentes! Até escutamos versos gaúchos, sotaque cantado e as muitas palavras típicas (gaudério, china, etc.), chegando à conclusão que os gaúchos estão tomando o mundo, passeando com seus barcos por esse afluente do Guaíba chamado Atlântico!!! (rsrsrs!!!)












De 09/03/2011 – Sint Maarten
Após o café fomos para Philipsburg resolver um problema do computador que havia comprado aqui. Ontem, quando tentei usá-lo, a tela ficou estranha e perdeu muitas cores. Depois de ir para lá e para cá, entre a loja e a assistência técnica, resolvi comprar um novo, pois o antigo levaria de um a dois meses para ser arrumado na garantia (eles não falam isso na hora em que vendem os computadores HP por aqui!!!). Um computador extra é muito importante para a nossa navegação e não podemos ficar sem. Deixei o outro para arrumar e pegaremos antes de cruzar o Atlântico. Paramos na padoca e instalei alguns softwares no equipamento novo.
Fomos no começo da noite para o Laggonies bater papo com os amigos e combinar um churrasco brasileiro para amanhã.
De 08/03/2011 – Sint Maarten
Acordamos cedo e, após o café, começamos a trabalhar. Subi no estai de proa e arrumei o head foil, fazendo outro furo, abrindo rosca e colocando outro parafuso, pois a cabeça do parafuso que segura o perfil quebrou. Se alguém baixar o estai de proa para fazer alguma manutenção, sugiro aproveitar e colocar dois parafusos para segurar cada pedaço de perfil, em vez de um só. Os Zanellas estão com uma genoa nova rasgada exatamente por problemas com esses parafusos, que devem ser montados sempre com trava-rosca. Devo reconhecer que fiquei mal acostumado com o Jonas subindo no mastro, pois acabou sendo um esforço e tanto para mim!!! Mas esse serviço eu queria fazer pessoalmente.
O Mirabela 5, o veleiro com o maior mastro do mundo, entrou no lagoon hoje e foi um show, com muitos botes indo vê-lo entrar. Ele acabou encalhando no meio da ponte e ficou uns 10 minutos parado lá, interrompendo a descida da ponte e a passagem dos barcos (vejam a foto do mastro imenso parado ao lado da ponte). É isso o que dá ser muito grande!!!
Trocamos o óleo do motor (com cuidado, pois da outra vez que fiz isso travei as costas!) e fomos para a Island comprar gasolina e óleo reserva. Fomos para a La Sucrière e a sorveteria com os Zanellas, que gostaram muito. Na Carrossel viram lá a foto do Guga (tenista), cobiçando o sorvete de uma tenista famosa e bonita e se divertiram com ela, pois são amigos do Guga. Fomos para a marina e o happy hour foi muito animado no Lagoonies, cheio de brasileiros e com música ao vivo. O músico começou a puxar músicas brasileiras e acabei cantando “Garota de Ipanema” para a diversão de todos!!! Ah, detalhe importante: a caipirinha que tomamos era feita com cachaça brasileira, da reserva especial do Guga Buy, e o barman a soube aproveitar muito bem!!! Aliás, o limão é muito caro por aqui. Então, eles colocam apenas um limão amassado e completam com suco de limão concentrado e adoçado, que dá uma boa caipirinha também.


De 07/03/2011 – Sint Maarten
De manhã cedo, fomos dar uma ajuda para o John do Bulimundu, pois tinha que fazer todos os procedimentos de imigração e marina logo, pois hoje pegará um avião na parte da tarde. Fomos com ele até as marinas que conhecíamos para ele poder avaliá-las. Para terem uma idéia de como estão os preços por aqui, na Lagoon Marina, onde ficamos e gostamos, ele conseguiu um preço de dez dólares por pé por mês para deixar seu barco. A Simpson Bay Marina custava o dobro.
Fomos tomar café na padoca com ele, onde aproveitamos para acessar a internet. Voltamos ao Bulimundu e o ajudamos a entrar na abertura ponte das 11:30 hs. Os Zanellas já estavam na Lagoon Marina e nos ajudaram a amarrar o Bulimundu.
Demos um pulo na Island Water World (não sem antes tomar uma cervejinha!) para eles pesquisarem preços de algumas coisas que querem comprar. Para nós, essas lojas são sempre um passeio gostoso. E eu consegui, finalmente, sair de uma delas sem comprar nada!!! Depois fomos todos almoçar no restaurante chinês em Simpson Bay.
Retornamos ao Travessura, onde descansei um pouco enquanto o Jonas fazia stand-up paddle. No final da tarde entramos com o Guga Buy na ponte das 17:30 hs, para mostrar-lhes o canal de entrada e ajudar na atracação. Ficamos para a happy hour, que é sempre gostosa por aqui.
De 06/03/2011 – Sint Maarten
Levei o Jonas ao Streaker (veleiro azul da foto abaixo), o veleiro onde ele está correndo regatas. Sempre brinco que ele está correndo no “stripper”, para perturbá-lo. Pedi que perguntasse ao dono do barco o que significa Streaker, pois não encontramos a palavra no dicionário. Disseram a ele que “streaker” é como são chamados os invasores de campos de esportes (futebol e outros), que invadem os campos pelados e ficam correndo sem deixar a policia pegá-los. Eu até tinha certa razão ao chamar o barco de stripper!!! (rsrsrs!!!)
Voltei ao Travessura e soube pelo Dorival que o Guga Buy e o Bulimundu estão chegando hoje. O Guga Buy vem com um problema no eixo do hélice, pois parece que pegaram um cabo na travessia. Fui com a Carol tomar café na padaria e compramos baguetes quentinhas para os amigos que chegariam logo. Quando voltávamos ao barco, vimos que haviam acabado de ancorar!!! Passamos as baguetes para eles ainda quentes, para apreciarem. Sempre que o Zanella me escrevia, me dizia para não acabar com as baguetes antes deles chegarem. Ainda conseguiram pegar algumas!!! (rsrsrs!). Conversamos bastante sobre nossas viagens com os Zanellas (pai e filho) e voltamos ao nosso barco para deixá-los descansar.
No Travessura, liguei o rádio novo num alto falante externo, para facilitar nossa vida em travessias, pois é duro escutar o rádio que fica dentro do barco quando estamos no cockpit. Isso é importante ainda mais agora, pois temos o AIS que capta os barcos grandes em volta e soa um alarme de aproximação.
O Jonas chegou da regata de Marigot até aqui, Simpson Bay, muito feliz: pegaram segundo lugar hoje e acabaram em segundo na classe!!! Foi um ótimo resultado e ele se divertiu bastante. E ainda vai ser premiado hoje à noite!
Fomos comprar umas coisas e encontramos com o pessoal do Guga e o John, do Bulimundu. Vimos com eles a abertura da ponte, que é muito divertida, com muitos barcos entrando e muitas brincadeiras das tripulações. Cada barco é um show a parte! Durante a entrada dos barcos, um funcionário da abertura da ponte pegou um peixe muito grande e o controlou enquanto todos que viam a cena torciam. Quando o peixe encostou, vimos que era um grande tarpão, de uns 5 quilos ou mais. Quando o peixe estava boiado ao lado da estrutura da ponte, ele o soltou do anzol.
Fomos para a festa de premiação, que foi divertida, mas demorou muito! Antes de começarem a premiação, uma banda começou a tocar várias músicas e a Carol brincou, dizendo que só ficaria satisfeita se tocassem uma música brasileira. Logo em seguida, a banda começou: “Brasil, meu Brasil brasileiro...”!!! Que emoção escutar essa música fora do Brasil!!!
Uma coisa que estranhamos por aqui é que a festa, mesmo sendo patrocinada por uma cervejaria, não tem cerveja de graça (aliás, cada latinha custa US$ 2,00). Sentimos falta das nossas canoas de cervejas quando temos regatas no Brasil. Na hora de receber o prêmio, a tripulação foi para o palco e batemos muitas fotos deles recebendo o prêmio. Estou tentando colocar um vídeo da premiação. Se funcionar, em breve colocarei vários vídeos legais que fizemos.
Após a premiação, saímos rapidamente, pois temos um convite para o jantar. Quando chegamos no bote para pegá-lo, ele estava preso por todos os outros que pararam atrás. Aliás, um monte de botes!!! Empurrando daqui e dali, conseguimos nos safar, enquanto um monte de gente nos olhava no píer, provavelmente apostando se íamos conseguir sair ou não. Fomos todos jantar no Bulimundu com todas as tripulações dos barcos brasileiros, saboreando um wahoo ao forno que o John pegou na travessia para cá. Delicioso!!! Aliás, ele tirou o peixe sozinho, pois estava viajando em solitário, e sem diminuir a velocidade do barco, que estava em sete a oito nós!!!



























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De 05/03/2011 – Sint Maarten
Logo que acordamos de manhã, olhamos para o lado e tivemos uma ótima surpresa: o Luthier chegou e estava ancorado pertinho de nós! Fomos até o barco falar com os amigos Dorival e Catarina, para dar as boas-vindas e deixei o Jonas no barco onde está correndo regata. Eu e a Carol tomamos nosso café e fomos com os amigos do Luthier para mostrar os principais lugares de St. Maarten. Fomos até a Lagoon Marina e mostramo-lhes a marina e suas imediações, com todas as lojas que precisavam. Tomamos um lanche com eles na La Sucrière, onde aproveitei para acessar internet e voltamos ao barco após sorvetes na Carrossel. Descansei e fiz mais algumas coisinhas (estamos sempre fazendo para melhorar nosso “mundinho”!).
Jonas chegou da regata muito contente: pegaram terceiro novamente, na regata de hoje, que ia de Simpson Bay (St. Maarten) até Marigot (França) e estão em segundo no geral na classe deles, que tem muitos barcos. É muito legal essa regata, que agrega a ilha toda e todos os iate clubes, mesmo com governos diferentes. Fizemos um macarrão para o jantar e fomos tomar sorvetes novamente (o Jonas ficou com vontade quando falamos!). Quando entrávamos, uma família que estava no local e que percebi que falavam português, pediu ao Jonas para bater uma foto. Logo começamos a conversar e soubemos que essa simpática família de brasileiros e original de Natal, mas mora em Brasília faz tempo. Papo vai, papo vem, começamos a contar de nossa viagem e acabamos conversando mais de uma hora na porta da sorveteria! Acho que vão aprender a velejar em Brasília, que tem um lago imenso e excelente para velejar.
Aproveitamos para passar no mercado e comprar coisas para amanhã, pois o Jonas terá que acordar cedo novamente.


De 04/03/2011 – Sint Maarten
Acordamos cedo, pois o Jonas irá correr sua primeira regata fora do Brasil e com a tripulação toda só falando inglês! Estaremos torcendo muito!!!
Eu e a Carol ficamos no barco fazendo vários serviços: costura de proteção UV da genoa e a capa da mestra, que haviam rasgado um pouco. Se deixarmos, o vento e o uso vão aumentando os rasgos. Aproveitei e mudei o sistema de fechamento da frente da capa da vela mestra, para não precisarmos usar a escada de mastro para fechá-la. Também travei com parafusos um acabamento da mesa de navegação onde sempre seguramos quando navegamos e percebi que não estava muito firme. Coloquei dois parafusos “parrudos” com porca, removendo o pequeno atarrachante que já havia quebrado. Não ficou tão bonitinho, mas ficou seguro!
Fomos até a Budget e depois fomos almoçar no chinês, que a Carol sempre adora. É claro, não faltou a sorveteria.
Retornamos ao barco para esperar o Jonas que voltou contente: pegaram terceiro na regata de volta à ilha de St. Maarten, curtiu a regata, pois a tripulação não é estressada e se virou bem no inglês técnico de vela!
No final da tarde, fomos tomar cervejas com o Ronny, Enock, Mário e Paula, num barzinho chamado “Soggy Dolar”na marina Palapa. Foi muito divertido e escutamos muitas histórias!