Três no Mundo

Três no Mundo
Sérgio, Jonas e Carol rumo ao Caribe e Europa

sexta-feira, 11 de março de 2011

De 10/03/2011 – Sint Maarten
O trabalho da manhã foi ir para a praia com o bote e lavá-lo, raspar seu fundo que está cheio de cracas e pintar o nome, pois a letras adesivas que coloquei quando saímos de Ilhabela já se foram faz tempo! Quando voltávamos ao Travessura, vimos um veleiro canadense com o nome de Traversay ao nosso lado! O casal dono do barco já havia visto os nomes parecidos e conversamos um pouco. Traversay é o nome de uma ilha, pelo que nos disseram. No começo da tarde apertamos um pouco o estai de popa do Travessura e depois fomos para a La Sucrière puxar outros softwares pela internet para o netbook novo.
Encontramo com o Marcelo, irmão do nosso amigo Polato, e sua esposa, que estão passeando em Sint Maarten, na sorveteria Carrossel. Batemos um bom papo, soubemos novidades do Brasil e ficamos de nos encontrar um outro dia.
Da sorveteria seguimos direto para o churrasco na frente do veleiro Mema, para o qual levamos um lombo à vinha d'alho, receita portuguesa. Estavam todos os gaúchos do Mema, Guga Buy e Bulimundu (o John, cidadão do mundo, também já é um gaúcho típico!) presentes! Até escutamos versos gaúchos, sotaque cantado e as muitas palavras típicas (gaudério, china, etc.), chegando à conclusão que os gaúchos estão tomando o mundo, passeando com seus barcos por esse afluente do Guaíba chamado Atlântico!!! (rsrsrs!!!)












De 09/03/2011 – Sint Maarten
Após o café fomos para Philipsburg resolver um problema do computador que havia comprado aqui. Ontem, quando tentei usá-lo, a tela ficou estranha e perdeu muitas cores. Depois de ir para lá e para cá, entre a loja e a assistência técnica, resolvi comprar um novo, pois o antigo levaria de um a dois meses para ser arrumado na garantia (eles não falam isso na hora em que vendem os computadores HP por aqui!!!). Um computador extra é muito importante para a nossa navegação e não podemos ficar sem. Deixei o outro para arrumar e pegaremos antes de cruzar o Atlântico. Paramos na padoca e instalei alguns softwares no equipamento novo.
Fomos no começo da noite para o Laggonies bater papo com os amigos e combinar um churrasco brasileiro para amanhã.
De 08/03/2011 – Sint Maarten
Acordamos cedo e, após o café, começamos a trabalhar. Subi no estai de proa e arrumei o head foil, fazendo outro furo, abrindo rosca e colocando outro parafuso, pois a cabeça do parafuso que segura o perfil quebrou. Se alguém baixar o estai de proa para fazer alguma manutenção, sugiro aproveitar e colocar dois parafusos para segurar cada pedaço de perfil, em vez de um só. Os Zanellas estão com uma genoa nova rasgada exatamente por problemas com esses parafusos, que devem ser montados sempre com trava-rosca. Devo reconhecer que fiquei mal acostumado com o Jonas subindo no mastro, pois acabou sendo um esforço e tanto para mim!!! Mas esse serviço eu queria fazer pessoalmente.
O Mirabela 5, o veleiro com o maior mastro do mundo, entrou no lagoon hoje e foi um show, com muitos botes indo vê-lo entrar. Ele acabou encalhando no meio da ponte e ficou uns 10 minutos parado lá, interrompendo a descida da ponte e a passagem dos barcos (vejam a foto do mastro imenso parado ao lado da ponte). É isso o que dá ser muito grande!!!
Trocamos o óleo do motor (com cuidado, pois da outra vez que fiz isso travei as costas!) e fomos para a Island comprar gasolina e óleo reserva. Fomos para a La Sucrière e a sorveteria com os Zanellas, que gostaram muito. Na Carrossel viram lá a foto do Guga (tenista), cobiçando o sorvete de uma tenista famosa e bonita e se divertiram com ela, pois são amigos do Guga. Fomos para a marina e o happy hour foi muito animado no Lagoonies, cheio de brasileiros e com música ao vivo. O músico começou a puxar músicas brasileiras e acabei cantando “Garota de Ipanema” para a diversão de todos!!! Ah, detalhe importante: a caipirinha que tomamos era feita com cachaça brasileira, da reserva especial do Guga Buy, e o barman a soube aproveitar muito bem!!! Aliás, o limão é muito caro por aqui. Então, eles colocam apenas um limão amassado e completam com suco de limão concentrado e adoçado, que dá uma boa caipirinha também.


De 07/03/2011 – Sint Maarten
De manhã cedo, fomos dar uma ajuda para o John do Bulimundu, pois tinha que fazer todos os procedimentos de imigração e marina logo, pois hoje pegará um avião na parte da tarde. Fomos com ele até as marinas que conhecíamos para ele poder avaliá-las. Para terem uma idéia de como estão os preços por aqui, na Lagoon Marina, onde ficamos e gostamos, ele conseguiu um preço de dez dólares por pé por mês para deixar seu barco. A Simpson Bay Marina custava o dobro.
Fomos tomar café na padoca com ele, onde aproveitamos para acessar a internet. Voltamos ao Bulimundu e o ajudamos a entrar na abertura ponte das 11:30 hs. Os Zanellas já estavam na Lagoon Marina e nos ajudaram a amarrar o Bulimundu.
Demos um pulo na Island Water World (não sem antes tomar uma cervejinha!) para eles pesquisarem preços de algumas coisas que querem comprar. Para nós, essas lojas são sempre um passeio gostoso. E eu consegui, finalmente, sair de uma delas sem comprar nada!!! Depois fomos todos almoçar no restaurante chinês em Simpson Bay.
Retornamos ao Travessura, onde descansei um pouco enquanto o Jonas fazia stand-up paddle. No final da tarde entramos com o Guga Buy na ponte das 17:30 hs, para mostrar-lhes o canal de entrada e ajudar na atracação. Ficamos para a happy hour, que é sempre gostosa por aqui.
De 06/03/2011 – Sint Maarten
Levei o Jonas ao Streaker (veleiro azul da foto abaixo), o veleiro onde ele está correndo regatas. Sempre brinco que ele está correndo no “stripper”, para perturbá-lo. Pedi que perguntasse ao dono do barco o que significa Streaker, pois não encontramos a palavra no dicionário. Disseram a ele que “streaker” é como são chamados os invasores de campos de esportes (futebol e outros), que invadem os campos pelados e ficam correndo sem deixar a policia pegá-los. Eu até tinha certa razão ao chamar o barco de stripper!!! (rsrsrs!!!)
Voltei ao Travessura e soube pelo Dorival que o Guga Buy e o Bulimundu estão chegando hoje. O Guga Buy vem com um problema no eixo do hélice, pois parece que pegaram um cabo na travessia. Fui com a Carol tomar café na padaria e compramos baguetes quentinhas para os amigos que chegariam logo. Quando voltávamos ao barco, vimos que haviam acabado de ancorar!!! Passamos as baguetes para eles ainda quentes, para apreciarem. Sempre que o Zanella me escrevia, me dizia para não acabar com as baguetes antes deles chegarem. Ainda conseguiram pegar algumas!!! (rsrsrs!). Conversamos bastante sobre nossas viagens com os Zanellas (pai e filho) e voltamos ao nosso barco para deixá-los descansar.
No Travessura, liguei o rádio novo num alto falante externo, para facilitar nossa vida em travessias, pois é duro escutar o rádio que fica dentro do barco quando estamos no cockpit. Isso é importante ainda mais agora, pois temos o AIS que capta os barcos grandes em volta e soa um alarme de aproximação.
O Jonas chegou da regata de Marigot até aqui, Simpson Bay, muito feliz: pegaram segundo lugar hoje e acabaram em segundo na classe!!! Foi um ótimo resultado e ele se divertiu bastante. E ainda vai ser premiado hoje à noite!
Fomos comprar umas coisas e encontramos com o pessoal do Guga e o John, do Bulimundu. Vimos com eles a abertura da ponte, que é muito divertida, com muitos barcos entrando e muitas brincadeiras das tripulações. Cada barco é um show a parte! Durante a entrada dos barcos, um funcionário da abertura da ponte pegou um peixe muito grande e o controlou enquanto todos que viam a cena torciam. Quando o peixe encostou, vimos que era um grande tarpão, de uns 5 quilos ou mais. Quando o peixe estava boiado ao lado da estrutura da ponte, ele o soltou do anzol.
Fomos para a festa de premiação, que foi divertida, mas demorou muito! Antes de começarem a premiação, uma banda começou a tocar várias músicas e a Carol brincou, dizendo que só ficaria satisfeita se tocassem uma música brasileira. Logo em seguida, a banda começou: “Brasil, meu Brasil brasileiro...”!!! Que emoção escutar essa música fora do Brasil!!!
Uma coisa que estranhamos por aqui é que a festa, mesmo sendo patrocinada por uma cervejaria, não tem cerveja de graça (aliás, cada latinha custa US$ 2,00). Sentimos falta das nossas canoas de cervejas quando temos regatas no Brasil. Na hora de receber o prêmio, a tripulação foi para o palco e batemos muitas fotos deles recebendo o prêmio. Estou tentando colocar um vídeo da premiação. Se funcionar, em breve colocarei vários vídeos legais que fizemos.
Após a premiação, saímos rapidamente, pois temos um convite para o jantar. Quando chegamos no bote para pegá-lo, ele estava preso por todos os outros que pararam atrás. Aliás, um monte de botes!!! Empurrando daqui e dali, conseguimos nos safar, enquanto um monte de gente nos olhava no píer, provavelmente apostando se íamos conseguir sair ou não. Fomos todos jantar no Bulimundu com todas as tripulações dos barcos brasileiros, saboreando um wahoo ao forno que o John pegou na travessia para cá. Delicioso!!! Aliás, ele tirou o peixe sozinho, pois estava viajando em solitário, e sem diminuir a velocidade do barco, que estava em sete a oito nós!!!



























De 05/03/2011 – Sint Maarten
Logo que acordamos de manhã, olhamos para o lado e tivemos uma ótima surpresa: o Luthier chegou e estava ancorado pertinho de nós! Fomos até o barco falar com os amigos Dorival e Catarina, para dar as boas-vindas e deixei o Jonas no barco onde está correndo regata. Eu e a Carol tomamos nosso café e fomos com os amigos do Luthier para mostrar os principais lugares de St. Maarten. Fomos até a Lagoon Marina e mostramo-lhes a marina e suas imediações, com todas as lojas que precisavam. Tomamos um lanche com eles na La Sucrière, onde aproveitei para acessar internet e voltamos ao barco após sorvetes na Carrossel. Descansei e fiz mais algumas coisinhas (estamos sempre fazendo para melhorar nosso “mundinho”!).
Jonas chegou da regata muito contente: pegaram terceiro novamente, na regata de hoje, que ia de Simpson Bay (St. Maarten) até Marigot (França) e estão em segundo no geral na classe deles, que tem muitos barcos. É muito legal essa regata, que agrega a ilha toda e todos os iate clubes, mesmo com governos diferentes. Fizemos um macarrão para o jantar e fomos tomar sorvetes novamente (o Jonas ficou com vontade quando falamos!). Quando entrávamos, uma família que estava no local e que percebi que falavam português, pediu ao Jonas para bater uma foto. Logo começamos a conversar e soubemos que essa simpática família de brasileiros e original de Natal, mas mora em Brasília faz tempo. Papo vai, papo vem, começamos a contar de nossa viagem e acabamos conversando mais de uma hora na porta da sorveteria! Acho que vão aprender a velejar em Brasília, que tem um lago imenso e excelente para velejar.
Aproveitamos para passar no mercado e comprar coisas para amanhã, pois o Jonas terá que acordar cedo novamente.


De 04/03/2011 – Sint Maarten
Acordamos cedo, pois o Jonas irá correr sua primeira regata fora do Brasil e com a tripulação toda só falando inglês! Estaremos torcendo muito!!!
Eu e a Carol ficamos no barco fazendo vários serviços: costura de proteção UV da genoa e a capa da mestra, que haviam rasgado um pouco. Se deixarmos, o vento e o uso vão aumentando os rasgos. Aproveitei e mudei o sistema de fechamento da frente da capa da vela mestra, para não precisarmos usar a escada de mastro para fechá-la. Também travei com parafusos um acabamento da mesa de navegação onde sempre seguramos quando navegamos e percebi que não estava muito firme. Coloquei dois parafusos “parrudos” com porca, removendo o pequeno atarrachante que já havia quebrado. Não ficou tão bonitinho, mas ficou seguro!
Fomos até a Budget e depois fomos almoçar no chinês, que a Carol sempre adora. É claro, não faltou a sorveteria.
Retornamos ao barco para esperar o Jonas que voltou contente: pegaram terceiro na regata de volta à ilha de St. Maarten, curtiu a regata, pois a tripulação não é estressada e se virou bem no inglês técnico de vela!
No final da tarde, fomos tomar cervejas com o Ronny, Enock, Mário e Paula, num barzinho chamado “Soggy Dolar”na marina Palapa. Foi muito divertido e escutamos muitas histórias!