Três no Mundo

Três no Mundo
Sérgio, Jonas e Carol rumo ao Caribe e Europa

domingo, 3 de abril de 2011

De 26/03/2011 – St. Barth

Acordamos cedo com o desejo de mergulhar, pois a água está transparente embaixo do barco. Após um café da manhã rápido, demos um tempinho para a digestão e fomos com o botinho para a ilha perto da qual estamos ancorados. Quando caímos na água, já começamos a “babar”! A água estava com uns 20 metros de visibilidade e víamos muito bem tudo em volta! Comecei a fotografar e fomos encostando na ilha. Vimos muitos peixes ornamentais e seguimos para uma ponta da ilha, onde a fauna aumentou, pela correnteza que fica no local. Após algum tempo ali, retornamos para o meio da ilha, onde achamos uma lagosta e vários peixes que deixavam que nos aproximássemos bem, pois deviam estar acostumados com mergulhadores. Aconteceu uma coisa que nunca vi: um atobá sobrevoou nossas cabeças muito perto e pousou na água a uns dois metros de nós. Olhei por baixo da água e vi que ele colocava a cabeça dentro da água e nos observava. Cheguei bem perto dele e bati fotos dele dentro da água. Ele continuava nos olhando, talvez curioso com aqueles “peixes” esquisitos, que mais pareciam umas tartarugas!!! Retornamos ao barco muito satisfeitos com o mergulho! Foi lindíssimo, apesar de não termos vistos peixes grandes. O Jonas foi convidar o pessoal do Flyer e Guga Buy para verem a largada da regata de hoje conosco. O Guga estava vazio, mas a tripulação do Flyer veio com ele e fomos todos para a raia ver a largada com o Travessura. Foi muito bonita, pois os veleiros todos largaram com vento favorável, um a um, abrindo seus balões e genneaker`s imensos! Retornamos ao local de ancoragem e fizemos um lanche rápido. O Guga Buy nos convidou para uma feijoada e fomos para lá, tomar caipirinhas e comer o gostoso feijão preto brasileiro, enquanto víamos um show de acrobacias de avião, que fazem parte da festa da regata. No final da tarde, após muito papo e de barriga cheia, resolvemos caminhar um pouco e conhecer o forte Oscar, que fica na ponta do morro e que tem uma belíssima vista de Gustávia, das ilhas em volta e do local de ancoragem. Andamos até lá e subimos uma rua íngreme para chegar ao forte. Chegamos esbaforidos, talvez mais por causa da feijoada que “carregávamos” do que pela ladeira. Ao chegar no forte, que é também um posto da Gendarmerie, o policial nos disse que já estava fechado para visitas, pois o horário era limitado. Após explicarmos que subíramos até ali a pé e ao ver nossa cara de desânimo (e um certo desespero, pensando em subir tudo aquilo de novo outro dia!), o policial, com pena de nós, disse que podíamos ficar dez minutos. Ufa!!! Fomos até o forte, batemos muitas fotos, curtimos um pouco a bela vista e saímos no limite dos dez minutos. Valeu, Gendarmerie!!! Descemos e fomos ver os grandes barcos da regata entrarem na baia abrigada e atracarem em suas vagas. Um deles chegou com a tripulação toda vestida de galinhas e fazendo micagens. Enquanto isso, a tripulação de outro barco improvisou um imenso estilingue na proa do barco e tentava acertar as galinhas com bexigas cheias de água. Fico imaginando a zona que vai se amanhã, no dia em que se definirem os campeões da regata! Voltamos para perto dos grandes barcos e a festa já se iniciava. Mas antes, em um pátio lateral, muitos trabalhavam para consertar um monte de velas imensas, que se danificaram durante a regata. Era interessante, pois o público podia ver tudo acontecendo e os sailmaker's trabalhando. Ficamos na festa um pouco e chegou o pessoal do Guga Buy. Aguentamos até as dez da noite, assistindo o show de música e conversando com os amigos. Conhecemos mais alguns brasileiros que estavam por lá e voltamos ao barco para o sono merecido.

Carol mergulhando na água transparente de St. Barth


Jonas se preparando "psicologicamente" para entrar na água!


Peixes e vida marinha da ilha ao lado do Travessura

Atobá curioso, que mergulhou e ficou nos olhando!!!
Muitos budiões no local


Sépias, parentes da lula


Luar e outros veleiros da ancoragem


Mais fotos do fundo do mar e peixes






Fotos do segundo dia da regata Bucket







Fotos de Gustávia do alto do forte





Tripulação vestida de galinhas

Barco da juria da regata. Já pensaram em usar um barco assim em Ilhabela? (rsrsrs!!!) Veleria montada ao lado da festa, para consertar as enormes velas avariadas na regata
De 25/03/2011 – Sint Maarten – St. Barth

Acordamos bem cedo, às seis da manhã e começamos a arrumar o que faltava para sair. Colocamos o botinho e o motor de popa para cima e às seis e meia já saíamos a caminho de St. Barth, apelido de St. Bartholomy, conhecida também com o a “Riviera Francesa no Caribe”. Muitos famosos têm casa aqui. O vento estava na cara, mas com uma intensidade boa, de 10 a 15 nós, e o mar baixo, proporcionando uma velejada gostosa. A meio caminho da ilha, que fica a apenas 17 milhas de St. Maarten, vimos duas baleias que provavelmente eram jubartes. São as primas das nossas jubartes de Abrolhos, mas que vivem no hemisfério norte e passam seus invernos no Caribe. Jonas e Carol estavam ansiosos para chegarem logo e não perderem o horário da largada da Regata Bucket que veremos, só com barcos acima de 30 metros. Isso mesmo: são 40 veleiros acima de 30 metros de comprimento correndo juntos! E todos muito bonitos e extremamente bem conservados. Entre eles estarão o Falcon Maltês e o Mirabela, muito grandes, mas com certeza não os mais bonitos. Chegamos cedo, perto de onze da manhã, e fizemos hora perto da raia, vendo os barcos enormes começaram a aparecer e abrir velas, aguardando a largada que seria ao meio dia. Mais de dois bilhões de dólares em 40 barcos na raia, estavam desfilando na proa do Travessura! É claro que as baterias da máquina fotográfica e filmadora acabaram, de tanto que as usamos, mas pudemos colocar para recarregar para poder usar novamente. A largada da regata é de um veleiro de cada vez com intervalos de um minuto, para não haver acidentes. Havia um lindo barco clássico, com velas imensas, que era o mais bonito veleiro navegando! Só havia visto veleiros assim em fotos. O navio-veleiro do clube Med estava ao lado da linha de largada, com todos os passageiros vendo a regata. É impressionante ver esses barcos imensos velejando juntos e, quando todos haviam largado, era maravilho vê-los se afastar no horizonte, que quase sumia atrás de tantas velas. O Guga Buy, que também veio ver a largada, apareceu, e o Flyer, que há tempos não víamos, nos chamou no rádio. Que bom que estão aqui e podemos matar saudades dos amigos! Após os veleiros da regata estarem longe, ancoramos ao lado do Luar, que está ao lado de uma ilha. Soltamos o ferro em 8 metros de profundidade, vendo todo o fundo! O Ronny nos falou que havia uma feijoada que o Enock fez ontem e que havia sobrado bastante. Oba!!! A feijoada do Enock é divina e fica mais gostosa no dia seguinte. Esquentamos a feijoada no Travessura e ficamos conversando com o amigo Ronny enquanto a saboreávamos, escutando e aprendendo os impressionantes números desta regata, que é a que reune mais barcos grandes no planeta. Após a feijoada, comemos doces no Luar, sob o qual vimos rêmoras, que o Ronny falara. Descemos finalmente para fazer a imigração, a achamos a cidade muito linda! Sua capital, Gustávia, fica numa pequena e muito abrigada enseada, que é toda rodeada de atracadouros. O que mais chama atenção são seus telhados vermelhos e a quantidade de barcos dentro da cidade, que fica em volta da enseada. Esta pequena ilha já foi da França, da Suécia e voltou para a França. Também já foi uma ilha de piratas, onde todos vinham gastar o dinheiro de seus saques. A imigração foi muito fácil, feita por nós mesmos em computadores disponíveis no porto. O custo da estadia do barco por dia é alto (7,2 Euros por dia para o Travessura), mas vale a pena, pois o lugar é muito bonito. Caminhamos por Gustávia depois de passar pela imigração e voltamos ao Travessura no final da tarde. Tomamos nosso banho e descansei um pouco, pois o dia não acabou. Descemos para terra para ver a festa da regata com a tripulação do Flyer, Míriam, Caio e Rafinha. Encostamos o bote e começamos a andar na orla, vendo os barcos todos preparados para receber visitas, pois estavam abertos para visitação aos participantes da regata. Jonas, Carol, Míriam e Rafinha, mesmo sem as pulseiras que os identificavam como “aptos” a visitar os barcos, entraram em dois veleiros e adoraram. Principalmente o Jonas, que entrou em uma réplica maravilhosa de um “J” e ficou “babando”!!! Encontramos o pessoal do Guga Buy e fomos para um barzinho cheio e com um pessoal divertido, onde as coisas não eram tão caras (tudo aqui é caro!!!). Ficamos papeando e tomando cervejas até todos estarem cansados. Duro foi achar o barco no mar de luzes que se apresentava à nossa frente, com mais de duzentos barcos ancorados! Achamos o Travessura por causa de sua luz forte de tope, posicionada muito abaixo da altura de todos os outros barcos ancorados perto dele. O Travessura é minúsculo aqui!!!

Saindo de St. Maarten


Chegando em St. Barth

Tall Ship em St. Barth Barcos da regata Bucket




Guga Buy se aproximando


Feijoada do Enock com o Ronny


Travessura na frente de Gustávia


Reencontro com o Flyer


Entrada de Gustávia


Gustávia









Igrejinha em Gustávia


Carro elétrico bem diferente


Gustávia


Pôr-do-sol em St. Barth



Visitas nos barcos à noite




Jonas no Ranger


Reunião de brasileiros em barzinho de St. Barth
De 24/03/2011 – Sint Maarten Íamos para St. Barth hoje, mas uma previsão de ventos fortes contra e ondas altas nos fez mudar os planos e sair amanhã, quando o vento e o mar já devem ter melhorado. Passamos o dia arrumando o barco e colocando tudo no lugar para uma travessia de orça. Na parte da tarde fomos na Island Water World comprar as bandeiras de Anguilla e BVI, onde deveremos ir depois. Aproveitei e experimentei o roti que o mercadinho chinês vende: muito bom!!! É o melhor que comi até agora. O Jonas e a Carol não quiseram arriscar e preferiram comer no restaurante chinês que vamos sempre. Tomamos um sorvete na Carrossel de sobremesa e voltamos ao barco para dormir cedo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

De 23/03/2011 – Sint Maarten Enquanto o Jonas foi velejar de windsurf, eu fui com a Carol na padaria comer croissant's e postar novidades no blog. Depois fiz o mercado com a Carol, para irmos bem abastecidos para St. Barth, pois nos disseram que as coisas por lá são caras. Voltamos ao Travessura carregados e fiz uma macarronada a bolonhesa para o almoço no barco – todos estavam sentindo falta dela! O Jonas velejou com o windsurf mais uma hora (ficou 5 horas no total velejando hoje!) e eu testei o equipamento de mergulho dentro da água. Resultado: e ruim a partir de 3 metros de profundidade!
Acho que o usarei apenas para fazer manutenções no barco ou em mergulhos muito rasos. No final do dia, fomos para o happy hour, onde definimos com o pessoal dos outros barcos a ida para St. Barth.

Jonas andando de windsurf


Testando equipamento de mergulho.