Três no Mundo

Três no Mundo
Sérgio, Jonas e Carol rumo ao Caribe e Europa

terça-feira, 5 de abril de 2011

De 29/03/2011 – St. Barth

Após um rápido, mas substancial café da manhã no barco, fomos para Gustávia para dar nossa saída de St. Barth e tentar achar uma lan house. Achamos uma só, bem cara (aproximadamente 6 Euros por hora!) e consegui puxar mensagens e falar com a Lu pelo skype. Soube por um e-mail que nosso computador que deu problema já está arrumado. Dessa forma, mudamos nossa programação e vamos parar em St. Martin para pegar o computador, em vez de ir para Anguila. Retornamos ao Travessura, levantamos âncora e seguimos para a enseada de Colombier, que é uma reserva marinha. Passamos ao lado do veleiro do Nelson Piquet e acenamos para o Dedé, que trabalhava na popa do barco. Em pouco tempo velejando estávamos em Colombier, no extremo norte da ilha. O lugar nos pareceu muito bonito e pegamos uma poita para ficar. Como aqui é um parque marinho, é proibido ancorar, mas há muitas poitas gratuitas para barcos de até 25 toneladas, para que as pessoas embarcadas possam usufruir do parque. Assim que paramos, pegamos o bote e fomos rapidamente para a praia. Ela é belíssima, talvez a mais linda que vimos no Caribe até agora. Sem construções na praia, com poucas pessoas dos barcos andando por ela e uma água transparente num belo dia de sol, estava perfeita! Passeamos por ela, jogamos bola, nadamos e resolvemos fazer uma trilha que levava ao topo do morro que protege a praia. Que vista lá de cima!!! E a trilha atravessava para o outro lado da ilha, de onde tínhamos uma vista linda como a da praia abaixo de nós. Caminhamos pela trilha um pouco, sabendo que ia dar em outra praia, mas resolvemos voltar pois o caminho estava ficando difícil e fiquei com medo de nossas havaianas não resistirem. O calor estava forte e o sol alto, propício para um bom mergulho. Enquanto nos equipávamos, chegou o Flyer e sua tripulação. Convidamo-los para um mergulho e logo eles estavam ao nosso lado na laje que fica ao lado do paredão do canto norte da praia. Foi um bonito mergulho, com direito a muitos peixes coloridos, esponjas e corais, uma tartaruga e um baiacu-arara, que sempre encontramos por aqui. A fauna estava um pouco escassa na laje, mas a água muito transparente e numa temperatura boa, fez valer a pena o mergulho. O vento apertou um pouco e retornamos ao Travessura já sentindo frio. Em pouco tempo começou a chover, enquanto comíamos nosso almoço dentro do barco, dando uma preguiça gostosa em todos. À noite, fomos convidados para ver um filme no Flyer. Com uma grande panela de pipocas, vimos um documentário sobre física quântica, questionando todos os nossos paradigmas de viver, muito interessante. Cada um viu e analisou algumas das milhares de informações que foram passados no vídeo. Mas o importante é que chegamos todos à mesma conclusão: estamos onde queremos estar e vivendo da forma que queremos viver!

Praia de Colombier: talvez a mais bonita do Caribe até agora!











Fundo do mar de Colombier.





De 28/03/2011 – St. Barth

Fui com o Jonas até a padaria comprar baguetes e croissant's para nosso café da manhã. Quando chegamos ao píer, haviam cerca de 40 ou 50 grandes tarpões na flor da água e encostados a ele, alguns com mais de 20 quilos! Estavam a menos de 2 metros de nós. Pena que não trouxe a máquina fotográfica! Após admirar o lindos peixes por alguns minutos, fomos procurar a padaria. Achamo-la facilmente e retornamos ao Travessura com nossos pães, não resistindo a tirar alguns pedaços da baguete crocante no caminho. Na passagem, demos “até breve” ao pessoal do Guga Buy, que estavam se preparando para retornar para St. Maarten. Nós resolvemos ficar mais um dia para conhecer mais alguns lugares perto de Gustávia. Após o café, encontramos com o pessoal do Flyer e fomos conhecer o museu local. Não tem muita coisa interessante e o que mais nos chamou a atenção foram algumas fotos de um furacão que passou pela ilha em 1995, causando grande estrago. Atravessamos a baia com os botes e, quando subimos ao píer, alguns dos tarpões continuavam no mesmo local. Desta vez, com a máquina fotográfica, não perdi a imagem! Seguimos a pé para o farol que fica no alto do morro oposto ao forte Oscar, numa ladeira íngreme e sem calçada para pedestres. Em todas a ilhas em que paramos faltam calçadas! A vista de lá é deslumbrante e fiz várias fotos. De lá, víamos os aviões descerem, mergulhando no meio da vegetação do morro, atrás do qual sumiam. Continuamos a pé pela estrada até chegarmos a um trevo, sobre o qual onde os aviões “sumiam”. De lá pudemos ver a pista de pouso, que ficava num vale abaixo dos morros e acabava numa linda praia. Isso obrigava os pilotos a fazerem uma descida vertiginosa, safando os morros e pousando na pista que ficava no plano da praia. Junte-se a isso que nos informaram que essa é a segunda menor pista de pouso do mundo e imaginem a “emoção” que deve ser pousar nesse lugar! Seguimos para a praia do aeroporto, que se chama St. Jean, parando no caminho para comprar bebidas num grande mercado ao lado do aeroporto. Após bebermos algo para espantarmos o calor, chegamos na praia. Muito bela, com águas caribenhas e areia branca e solta, e vários hotéis e restaurantes, essa praia é daquelas que não dá vontade de sair. Andávamos por ela quando vimos o Guga Buy ancorado. Pouco depois encontramos os amigos, que ao voltarem para St. Maarten circundando a ilha, não resistiram a uma parada nesse lindo lugar. Andamos pela praia toda e ficamos até o meio da tarde lá, tomando banhos de mar e curtindo o lindíssimo visual. Na volta, passamos novamente no mercado, fizemos algumas compras e pegamos um táxi, pois a volta seria muito dura. Nem é tão longe, mas a subida é de “matar”!!! Fomos para o Travessura e fizemos uma macarronada, convidando o pessoal do Flyer para almo-jantarem conosco. Comemos e ficamos batendo papo e tocando violão, relembrando de histórias de nossas viagem, até as nove da noite, quando todos foram dormir “acabados”!

Grandes tarpões!


Farol de Gustávia


Vistas do farol de Gustávia



Aeroporto


Praia de St. Jean




Rafinha com atobá sem medo



Tripulação do Guga Buy com seu veleiro ao fundo
Filme da Carol pulando do paredão que não consegui incluir ontem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

De 27/03/2011 – St. Barth

Nosso café da manhã foram panquecas e chocolate quente, pois é domingo e tudo está fechado. Pegamos nossas coisas e fomos novamente ao forte Oscar com a tripulação do Flyer, para ver as largadas da regata de cima. O visual de lá é belíssimo, ainda mais com os imensos veleiros desfilando à nossa frente. Passamos mais de uma hora lá fotografando os barcos velejando. Saindo de lá, fomos ao forte Karl, numa ponta de morro também com uma bela vista, inclusive da praia de Shell Beach, a Praia das Conchas, onde pretendíamos passar algum tempo. Após fotografias, descemos para Shell Beach, uma linda praia que tem o chão forrado por uma grossa camada de conchas em grande parte dela. Vimos um veleiro brasileiro ancorado nela. É um Multichine 28 chamado “Access”, do porto do Rio de Janeiro. Chamamos, mas ninguém no barco respondeu. Pouco depois, o Guga Buy chegou e os amigos desceram para praia, trazendo nas mãos uma caipirinha brasileira, alegria de todos! Nos equipamos e fomos mergulhar numa água que devia estar com uns 20 metros de visibilidade. O mergulho foi bonito, vimos alguns cardumes de peixes, mas a fauna é pobre no local. Chegando num bico da falésia que circunda a praia, vimos algumas pessoas pulando de uma plataforma na falésia. Havia uma corda para auxiliar a subida e lá foi a Carol, se pendurando nela e subindo ao patamar. Ela pulou lá de cima, errando apenas no “estilo” do salto. Um salto “bomba” nessas condições de altura, dão o efeito de uma grande “palmada” no traseiro! Voltamos à praia e ao barco. O almoço foi uma gostosa macarronada no Guga Buy, feita pelo Zanella pai, que está se revelando na cozinha (nem só de churrasco vivem os gaúchos!). Descansamos um pouco no Travessura e descemos para terra para ver a premiação das regatas, onde sempre encontramos todos os amigos e ficamos batendo papo.

Tripulação do Flyer


Forte Oscar

Gustávia e a vista magnífica dos veleiros em regata




Os maiores veleiros do mundo correndo regatas






Linda casa florida


Shell Beach vista do forte Karl (acima e abaixo)


Cuidado das placas da cidade





Shell Beach



Chão de conchas em Shell Beach


Caipirinha brasileira na praia



Fundo do mar de Shell Beach


Baiacu-arara



Explosão de cores!!!


Festa da regata com o Lucas