Três no Mundo

Três no Mundo
Sérgio, Jonas e Carol rumo ao Caribe e Europa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

De 25/09/2011 – Lisboa
Toda a manhã de domingo foi passada atualizando o blog. Havia muito trabalho para fazer, pois foram muitas as coisas que vivemos neste maravilhoso Portugal.
Na parte da tarde fomos ao aeroporto, encontrar os primos Rodolfo, Luciana, Lalau e Renata, que iam embora de avião. Conseguimos ficar uma gostosa horinha conversando e, depois, veio o lado chato da história: a sempre desagradável despedida. Mandamos beijos para todos que ficaram no Brasil e não puderam vir desta vez e, após fortes abraços e beijos, fomos ao shopping almo-jantar, aproveitando para fazer algumas compras de mercado.


Acima e abaixo: despedindo dos primos Rodolfo, Lalau, Renata e Lu.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

De 24/09/2011 – Lisboa
Todos dormiram até mais tarde, exceto eu, que tenho acordado mais cedo para atualizar o blog. Tomamos nosso café da manhã e fomos trabalhar. Guardamos as compras de ontem, jogamos um monte de coisas velhas fora, mudamos de lugar várias coisas e, por fim, o Jonas subiu ao topo do mastro para ver se tudo estava em ordem ao longo dele.
Feitas as obrigações, tentei ir com o Claudio à imigração, para fazer sua entrada no barco. Como a ponte que facilita nosso acesso está fechada, deixamos para amanhã ou depois, pois temos tempo.
Desde que chegamos, eu queria fazer duas coisas: ir até uma loja da Decathlon e ir ao Cristo-Rei, do outro lado do Tejo. Aproveitamos para fazer isso hoje.
Na Decathlon, não achei os bons preços que procurava, mas compramos uma blusa polar para a Carol, visando a travessia. O Claudio comprou várias coisas e está trocando seu vestuário por coisas mais fáceis de lavar e de transportar.
Após correr a Decathlon toda, fomos até o Cristo-Rei e nos surpreendeu o tamanho, pois visto de perto é maior ainda! Chegamos perto do final de horário de funcionamento e pegamos o elevador para subir até o topo. Achei muito caro a subida (5 euros por pessoa!), mas a paisagem é muito bonita. Tiramos muitas fotos e depois descemos, com a funcionária nos tocando do local. Ainda fomos até a base do Cristo, de onde se tem uma vista também muito bonita. Na saída, vimos que o Cristo-Rei foi inspirado no nosso Cristo-Redentor do Rio de Janeiro, após a visita de um bispo português ao Rio de Janeiro.
Na volta para a marina, paramos num posto de combustível e compramos diesel. O stress do dia ficou por conta da chave do carro, que acabamos trancando dentro do carro! O Claudio conseguiu o telefone de chaveiros com a internet e telefonei para vários, fazendo a cotação. Quando consegui uma mais razoável, chamei o chaveiro e fui fazer o jantar. Quando estava quase pronto, o chaveiro chegou e, em dez minutos, ganhou seus 80 euros.
Jantamos e fomos para um dos bares do Tejo que gostamos, onde tomamos chopps e Ginger Ale para os “adolas” (lembram dela?), batendo papo com o Claudio.


Acima e todas abaixo: paisagens do Cristo-Rei.






De 23/09/2011 – Lisboa
Após um bom café da manhã, fomos ao trabalho. Carregamos o tanque do barco com diesel, abastecemos os tanques de água, lavamos roupas, abastecemos os recipientes de água potável e, finalmente, criei coragem para mergulhar no Tejo e limpar o fundo do Travessura. Mergulhei uma hora e quinze minutos, no peito, sem equipamento autônomo de respiração e limpei o fundo todo. No começo a água estava fria, mas depois acostumei e ficou agradável. Nessa operação, economizei 200 euros, que foi o que tiveram coragem de me pedir para fazê-lo aqui. Detalhe: com equipamento autônomo, como a empresa trabalharia, não levariam mais de meia-hora para fazer o serviço!
Fiquei impressionado com a tinta de fundo da WEG: onde o barco foi bem pintado, não havia nada de vida marinha. Onde houve o problema da pintura no apoio do barco, por pressa do pintor, havia uma crosta enorme de cracas e vegetação. No hélice, o mais difícil de limpar e onde eu gastei metade do tempo, havia uma “barba” enorme, chata de tirar. O barco ficou praticamente três meses parado num lugar muito agressivo e, onde a tinta foi bem aplicada, só havia uma “gosma”, que nem precisava ser removida.
Há um veleiro chamado Inti-Raymi com bandeira brasileira parado atrás do Travessura. Ele irá para Ubatuba e eu lembro do veleiro com o mesmo nome, que todos admiravam quando passavam por lá. Conhecemos seus donos há alguns dias atrás e são muito simpáticos.
O passo seguinte foi ir ao shopping Colombo, para almoçar e fazer compras. Comprei alguns presentes para os parentes e fizemos o mercado grande de não perecíveis. Na volta do mercado, ainda tivemos energia para tomar um chopp na beira do Tejo, onde havia muita gente e muita música.


Nosso vizinho brasileiro de Ubatuba, o lugar onde todos nós começamos a velejar.

De 22/09/2011 – Vale Grande – Carvalheira - Lisboa
Após o café da manhã, despedimos de todos os primos do Vale Grande, com muita emoção, pois vamos começar a voltar ao Brasil em breve. Fomos para a Carvalheira e despedimos dos tios Albino e Olivia. Só Deus sabe quando iremos voltar a rever a todos e isso dói no coração.
Aproveitamos e passamos no armazém, nos despedindo do Acácio e Dulcínia, que estavam trabalhando. Fomos para Lisboa, onde recebemos a visita do Celestino e Cidália, que tanto nos ajudaram e que queriam conhecer o Travessura. Pena que ficaram pouco, pois tinham que voltar para a Carvalheira, mas foi ótimo vê-los e saber as novidades de suas férias. Eles passaram seus dias de férias em Monte Gordo, onde estivemos e gostamos muito.
Após saírem, comecei a trabalhar na atualização de blog, que está bem atrasado! Não quero sair de Portugal sem colocá-lo em dia.


Primo Ivo passou cedinho para se despedir de nós.


Os queridos primos Cidália e Celestino visitando-nos no Travessura.

De 21/09/2011 – Vale Grande
Muito cedo, o Ivo chegou e já começou a cortar o porco. O Antonio acordou um pouco mais tarde e ajudou nas finalizações. Fizemos o pequeno-almoço na padaria novamente, onde encontrei com o sr. Wenceslau, que conheceu meu avô e contou algumas histórias dele.
Fomos com o Rodolfo para nos despedir das tias Mariquita e Cremilda, que estão com 93 e 91 anos respectivamente. A tia Mariquita está muito lúcida e com uma memória maravilhosa! Lembrou de várias passagens e frases dos pais do Rodolfo e de sua vinda a Portugal em 1952!
Paramos para tomar um copo de vinho na casa do Fernando e passamos para despedir da Orquídea e do Albino, onde ficamos conversando mais tempo do que tínhamos (como sempre!).
Quando chegamos no Antonio e Arlete de volta, já estavam com tudo preparado para o jantar. O menu foi febras de porco fresquíssimas, com batatas, nabiças e salada. Tudo delicioso! Para sobremesa, o Ivo trouxe um mel especial em favos que um amigo produz, além de um vidro grande de mel para levarmos no barco.
Essa foi uma noite especial, com muita música, poesias e conversas, já em ritmo de despedida. Todos estavam muito contentes pela convivência maravilhosa que tivemos todos estes dias e que agradecemos muito aos primos. Todos deixaram lindas e emocionadas mensagens em nosso livro de visitas. O Jorge pegou um guardanapo de papel, papel alumínio e molho de leitão e fez um sachê com cheiro de leitão da Bairrada para nosso livro de visitas! Contando com origamis que a amiga Nishi fez e colou no livro na nossa primeira viagem, acho que temos o primeiro livro de visitas de velejadores em 4D do mundo! E o primeiro, com certeza, com cheiro de leitão da Bairrada!!!(rsrsrs!!!)
Quando parecia que todos iam embora, o Jorge colocou um CD de música portuguesa no seu carro na garagem, e lá se formou um baile! Todos dançavam e o Antonio cantava! A dança foi até as 2:30 hs da madrugada! Ninguém queria parar, mas todos tinham que trabalhar no dia seguinte e acho que só por esse motivo, não entramos todos madrugada adentro dançando até o raiar do sol do dia seguinte!


Acima e várias abaixo: comendo febras e cantando!






De 20/09/2011 – Vale Grande
Acordamos tarde e fizemos nosso pequeno-almoço na padaria gostosa, perto da casa do Antonio e Arlete. Depois, fomos ao mercado de Águeda para comprar peixe e para conhecer o Corpo de Bombeiros local, onde o Ivo trabalha. Ficamos impressionados com os muitos equipamentos e como é tudo bem montado e pensado ali, pois segundos no socorro podem fazer a diferença entre a vida e a morte. Escutamos várias histórias de socorro do Ivo e percebemos como ser bombeiro depende muito de vocação, que o primo tem.
Na volta, passamos para ver a Oracília, que se machucou caindo da cama à noite. Almoçamos sardinhas e leitão e fomos ao restaurante do Jorge para mostrar ao Rodolfo e às meninas. Estão nos acabamentos, fazendo tudo com muito esmero.
Voltamos para casa para fazer a matança do porco, comemorando a chegada de todos os brasileiros. Foi a primeira vez que vimos isso! Ela se inicia amarrando o porco pela boca ao sair do cercado e sangrando-o para recolher o sangue, com o qual será feito um prato chamado sarrabulho. Depois de uns cinco minutos é feita mais uma incisão fatal e logo o porco cai morto. Daí foi transportado para a garagem, onde se usa o maçarico para queimar os pelos e a pele, que é bem lavada com escova depois. Procura-se queimar um pouco mais a barriga, onde o couro é mole, pois servirá para ser comido na hora. Chama-se courato e apenas se coloca o sal depois de cortado e ter a gordura removida. Podemos dizer que é um sashimi da pele do porco! Depois, pendura-se o porco e ele é aberto, removendo-se os órgãos internos, que serão usados para vários pratos. Todos ficaram vendo a matança, pois era novidade para quase todos nós. A Carol e as meninas ficaram com pena do porco (mas não deixaram de comer as febras no dia seguinte!), mas os outros acharam muito legal.
Uma vez que foram removidos os órgãos, deixou-se o porco pendurado para ser cortado no dia seguinte, quando estivesse mais frio. Fomos, então, para a comilança! Experimentamos o courato, disputado por todos, mas não apreciamos muito o seu sabor. O jantar foi com frangos fritos e o sarrabulho. Este foi feito pelo Jorge, cozinhando o sangue até ele se transformar numa massa, que foi desfeita e temperada com sal, muito azeite, salsinha e muito alho. Apesar de ser difícil fazer alguns experimentarem, todos que comeram gostaram e repetiram o prato! A sobremesa também foi especial: filhoses, que eu adoro!
Ficamos todos acordados até as 2:30 hs da matina tocando, cantando, comendo e bebendo! Que vida boa!!!


Pequeno almoço na padaria.


Acima e várias abaixo: a visita ao Corpo de Bombeiros de Águeda.



A prima Lalau, que também prefere estar sempre atrás das câmeras, apareceu bem aqui.



Acima e várias abaixo: matança do porco para comemorar o encontro de todos.



Recolhendo o sangue do porco para fazer o sarrabulho.


Queimando o pelo com maçarico (nosso bombeiro no comando do fogo! - rsrsrs!!!).


Removendo-se os orgãos internos. Tudo se aproveita!



Jorge preparando o courato, o sashimi da pele do porco.



Arlete, Lu e as deliciosas filhoses!!!

domingo, 25 de setembro de 2011

De 19/09/2011 – Lisboa – Vale Grande
Acordamos tarde (tem estado frio de manhã, o que faz com que todos queiram ficar até mais tarde na cama), arrumamos as malas e nos preparamos para viajar. Ligamos para os primos e marcamos o encontro na locadora de veículos, onde eles estão alugando um carro. Saímos de Lisboa com destino a Óbidos. Passeamos novamente na bela cidade para que a Luciana, a Lalau e o Claudio Canatá pudessem conhecê-la, pois ela vale a pena. Depois seguimos para Batalha, que eles também não conheciam. Todos adoraram os lugares. Aproveitamos para falar muito da história de Portugal, de seus reis e suas lutas pelo poder e para manter Portugal independente.
Foi a hora, então, de seguirmos todos para o Vale Grande para rever os primos portugueses do lado de minha mãe. Chegamos eram quase oito horas e todos já nos esperavam. Passamos na casa do Antonio e Arlete para que o Rodolfo e as “meninas” pudessem vê-los e depois fomos para a casa do Fernando e da Isabel para o mesmo. De lá, fomos para a casa do Jorge pois nos esperavam com o sempre farto jantar. Não podia faltar o leitão da Bairrada, que o Antonio assou especialmente para a nossa chegada! O arroz de molho pardo que o Jorge fez também estava maravilhoso e ficamos bebendo e comendo até tarde. Disseram que eu estou treinando para guia turístico, pois estou acompanhando todos para passear (até os primos portugueses quando estavam em Lisboa!). Quando chegamos à casa do Antonio e Arlete, ainda fizemos uma sessão de cantoria e violão, pois ninguém quer dormir enquanto não matarmos um pouco da saudade. A alegria impera!!!


Acima e várias abaixo: mostrando Óbidos aos primos.






Acima e abaixo: Mosteiro de Batalha.



Acima e várias abaixo: recepção com muitas brincadeiras e muita comida boa no Vale Grande.




Comilança na casa do Jorge!